Controle social é a chave para a garantia das políticas sociais

Conferência Livre de Saúde aponta caminhos ao novo governo de superação
Por Luciane Udovic

Não é à toa que o ex-presidente Lula e atual candidato, participa da Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde e ato em defesa do SUS, nesta última sexta, 5 de agosto, na Casa de Portugal, no Bairro Liberdade, em São Paulo. Ele sabe que, mesmo sucateado, o SUS (Sistema Único de Saúde), salva vidas, não só na pandemia, mas no cotidiano da vida do povo brasileiro.




É na saúde, no ambiente e no descaso com a vida que estão mais visíveis as feridas e os efeitos de uma brutal concentração de renda que degrada o planeta e condena a grande maioria da população mundial à miséria.


Por isso, a Conferência Livre de Saúde, que agregou movimentos populares, gestores, conselheiros/as e organizações de todos os estados do Brasil, reafirmou com o presidente Lula a necessidade e o compromisso de garantir o caráter social da política de saúde, definindo o SUS 100% público, e o princípio da Universalidade de acesso, garantindo o direito aos serviços e produtos de saúde a todas as pessoas.


O compromisso em revogar a Emenda Constitucional 95 para que o Estado retome um crescente investimento público na saúde, também foi firmado nesta Conferência.

Lula afirmou que não haverá saúde de fato se ela não for pública e de qualidade e acessível a todos e a todas.


O Grito dos Excluídos Continental, esteve presente com cerca de 250 delegados/as livres na Conferência: apoiando e se comprometendo com as Diretrizes discutidas, aprovadas e encaminhadas como consenso rumo a 17ª Conferência Nacional de Saúde em 2023.

Acesse as diretrizes: Diretrizes Para a Política de Saúde do Brasil


O Grito dos Excluídos Continental também assina e apoia a carta compromisso da Frente ela Vida, do qual faz parte, entregue ao presidenciável Lula que reafirma a Defesa da Vida na luta pela paz, a luta feminista e contra o patriarcado, por políticas antirracistas, proteção aos povos originários e ações decoloniais, anti-LGBTQIA+ fóbias, anticapacitismo, antimanicomiais, e contra todo tipo de discriminação, afirmando a liberdade nas diferentes formas de vida.


Acesse a carta: Carta Compromisso