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Nota do Grito dos Excluídos Continental

  • comunicacao4012
  • 3 de jan.
  • 2 min de leitura

 Contra a guerra, o imperialismo e toda forma de colonização dos povos 

O Grito dos Excluídos Continental manifesta sua mais firme condenação à escalada de agressões do governo dos Estados Unidos da América, sob a liderança de Donald Trump, contra a Venezuela. Trata-se de um ataque imperialista, injustificável, que viola o direito internacional, ameaça a paz regional e coloca em risco a vida de povos inteiros. 

Este ataque não é apenas contra a Venezuela. É uma agressão contra todos os povos que lutam por soberania, direitos sociais, justiça e vida plena, movida pela intenção explícita de roubar e saquear as riquezas naturais de seus territórios — em especial o petróleo e os recursos minerais — para sustentar a ganância das elites econômicas e a lógica violenta do colonialismo moderno. Basta de imperialismo. 

Chamamos o Brasil, seu governo democrático e soberano, a assumir uma posição firme e pública em defesa da soberania dos povos, do multilateralismo, da paz e do diálogo entre as nações. O Brasil não pode se omitir diante da guerra, da morte e da tentativa de submeter povos inteiros aos interesses de uma potência imperial. 

Convocamos nossas redes parceiras, movimentos sociais nacionais e internacionais, organizações populares, partidos democráticos, universidades, intelectuais, artistas, bem como igrejas, pastorais, lideranças e instituições religiosas, a se manifestarem em defesa dos direitos humanos, da autodeterminação dos povos e da convivência fraterna entre as nações

Dirigimo-nos também às instituições, partidos e à própria sociedade dos Estados Unidos, para que assumam sua responsabilidade histórica e política e pressionem por medidas concretas que interrompam esta escalada autoritária, belicista e colonial. Nenhum governante pode se colocar acima dos povos, da vida e da democracia. Trump não é imperador, nem deus do mundo. 

Reafirmamos: as disputas entre países devem ser resolvidas pelo diálogo, pela diplomacia e pela cooperação, e não pela força, pela guerra e pela morte. O fortalecimento de projetos fascistas e autoritários não passará. A solidariedade entre os povos é mais forte. 

Contra a guerra. Contra o imperialismo. Pela soberania dos povos. Por trabalho, justiça e vida. 

Grito dos Excluídos Continental 


 
 
 

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